TEXTO I
O número de brasileiros que têm dificuldades em manter uma alimentação saudável aumentou, conforme relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de seis agências especializadas.Os dados são referentes ao ano de 2021, quando a pandemia de Covid-19 ainda assolava o país, e apontam que 48,1 milhões de brasileiros não conseguiram ter acesso a uma alimentação que garantisse as necessidades energéticas de uma pessoa, o que representa 22,4% da população total do país.No ano anterior, em 2020, esta situação atingia 27,1 milhões de brasileiros (12,7% da população). Mais de 20 milhões de pessoas no país passaram a consumir alimentação sem a quantidade necessária de nutrientes para o bem-estar e a saúde.Já em 2017, cerca de 41 milhões de pessoas, correspondendo a 19,6% da população, tinham acesso a uma dieta considerada saudável. No ano seguinte, em 2018, esse número diminuiu para 38,9 milhões, representando 18,5% da população. No entanto, houve um aumento em 2019, com 39,9 milhões de pessoas (18,8% da população) desfrutando de uma dieta saudável.
TEXTO II
Se 2023 foi marcado pela retomada das políticas sociais, 2024 pode ser considerado o ano em que essas ações foram fortalecidas, garantindo direitos fundamentais a todas as pessoas, especialmente para quem mais precisa. A Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) atua fortemente na execução de um conjunto de programas e iniciativas voltadas ao Direito Humano à Alimentação Adequada, previsto na Constituição Federal. Os resultados demonstram a importância do fortalecimento do papel do Estado frente aos desafios colocados pelo governo e pela sociedade, expressos no Plano Plurianual.Em 2024, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) adquiriu 139 mil toneladas de alimentos de 78.689 agricultores e agricultoras familiares, que foram doados para mais de 12 mil entidades para o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar e nutricional.Ao todo, foram pagos cerca de R$ 800 milhões em recursos federais às famílias agricultoras fornecedoras de alimentos – recursos esses, aplicados na economia local de 3.171 municípios. Entre as famílias agricultoras que fornecem para o PAA, destaca-se que 77,9% são do Cadastro Único; 62% são mulheres; e 13% pertencentes a povos indígenas e povos comunidades tradicionais.A nova versão do PAA promove também a compra de alimentos para atendimento às cozinhas solidárias, por meio de ações que envolvem o Programa Cozinha Solidária. Além disso, o Programa passou a comprar alimentos provenientes de comunidades indígenas e quilombolas, que podem ser doados nos próprios territórios, a pessoas dessas comunidades que estejam em situação de insegurança alimentar.
TEXTO III

Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-saude/qualquer-alimento-deveria-ser-mais-barato-diz-abia-sobre-tributaria/
PROPOSTA
Com base nos textos de apoio, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Insegurança alimentar: um desafio a ser superado no Brasil”, tendo em vista os seguintes aspectos:
• Redija seu texto obedecendo a modalidade culta da língua portuguesa;
• utilize argumentos e fatos para fundamentar seu ponto de vista;
• consulte seu edital para dissertar de acordo com o número de linhas exijido pela banca avaliadora; e
• dê um título ao texto, caso essa seja uma exigência do seu edital.
