TEXTO I
A família monoparental passou a ser reconhecida como família na Constituição de Federal de 1988. E foi assim descrita no art. 226, § 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
Famílias monoparentais são usualmente aquelas em que um progenitor convive e é exclusivamente responsável por seus filhos biológicos ou adotivos. Tecnicamente são mencionados os núcleos monoparentais formados pelo pai ou pela mãe e seus filhos, mesmo que o outro genitor esteja vivo, ou tenha falecido, ou que seja desconhecido porque a prole provenha de uma mãe solteira, sendo bastante frequente que os filhos mantenham relação com o progenitor com o qual não vivam cotidianamente(…)
Podemos citar também Adriana Maluf que nos conceitua:
A família monoparental configura-se de forma desvinculada da ideia de um casal e seus filhos, pois esta é formada pela presença e inter-relação da prole com apenas um dos seus genitores por diversas razões: viuvez, divórcio, spearação judicial, adoção unilateral, não reconhecimento da prole pelo outro genitor, inseminação artificial (homóloga – após a morte do marido, ou de mulher solteira, heteróloga), produção independente.
Disponível em: https://estadodedireito.com.br/familia-monoparental-necessario-amparo-juridico/
TEXTO II
País ultrapassou marca de 11 milhões de mães que criam filhos sozinhas. Entre 2012 e 2022, cifra passou de 9,6 milhões a 11,3 milhões. Elas sofrem estigmatização, limites financeiros e falta de políticas públicas.
Acordar às 6h, preparar o café da manhã, arrumar a filha, caminhar por cinco quarteirões para deixar a menina na escola e já partir para mais um dia de trabalho. Ao final do expediente, por volta das 16h, passar na escola, pegar a filha e retornar para casa onde a rotina ainda inclui fazer o jantar, lavar a louça, a roupa e os demais afazeres que uma criança de 6 anos demanda. Há 4 anos essa é a rotina da faxineira Lucimara Dias Castro, de 35 anos, moradora de São José do Rio Preto (SP), que cria sozinha a filha.
Lucimara chegou a morar junto com o pai da menina, mas quando o relacionamento acabou ela ficou com a guarda unilateral da filha, assumindo tudo – desde os cuidados diários, educação e até mesmo a questão financeira.
“Quando me separei, o pai dela mudou de cidade, e não tivemos mais contato. Como ele não liga para ela, tento ao máximo não deixar minha filha sentir essa ausência. Independentemente de como eu estou, eu faço de tudo para que ela esteja bem e não falte nada”, diz.
Mulheres como a Lucimara, que assumem sozinhas os cuidados e gastos dos filhos, são comuns no Brasil. Dados do último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia aponta que o país ultrapassou a marca de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas. Apenas entre 2012 e 2022, foram 1,7 milhão de novas mães solo, passando de 9,6 milhões para 11,3 milhões.
Além disso, a maior parte das mães solo (72,4%) vive em domicílios monoparentais, sendo compostos apenas por elas e os filhos, ou seja, não moram com familiares que poderiam ajudar nas responsabilidades ou afazeres diários, deixando ainda mais evidente a sobrecarga que essas mulheres carregam.
Dados complementares mostram que 15% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo, e a maioria dessas mulheres que criam os filhos sozinhas são negras.
“Filho é responsabilidade 50% do pai e 50% da mãe, quando um não faz, o outro automaticamente precisa fazer e fica sobrecarregado”, diz a especialista comercial Adriane Rodrigues, de 45 anos, e mãe solo de dois meninos: Pedro, de 19 anos e Enzo, de 5.
Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/05/10/maes-solo-no-brasil-superam-tamanho-da-populacao-de-portugal/
PROPOSTA
Com base nos textos de apoio, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A proteção social das famílias monoparentais na sociedade brasileira”, tendo em vista os seguintes aspectos:
• Redija seu texto obedecendo a modalidade culta da língua portuguesa;
• utilize argumentos e fatos para fundamentar seu ponto de vista;
• consulte seu edital para dissertar de acordo com o número de linhas exijido pela banca avaliadora; e
• dê um título ao texto, caso essa seja uma exigência do seu edital.”, tendo em vista os seguintes aspectos:
• Redija seu texto obedecendo a modalidade culta da língua portuguesa;
• utilize argumentos e fatos para fundamentar seu ponto de vista;
• consulte seu edital para dissertar de acordo com o número de linhas exijido pela banca avaliadora; e
• dê um título ao texto, caso essa seja uma exigência do seu edital.